Trecho traduzido da tese de Mark Meritt, Insustentabilidade e as origens do crescimento socioeconômico. Capítulo 3: A evolução da insustentabilidade.
“Está claro agora que o crescimento persistente, em conjunto com o desejo de permanecer integrado em grandes estruturas sociais nos levou não apenas à presente extensão de degradação ecossistêmica global, mas também a uma desigualdade espalhada por múltiplos níveis, o efeito colateral inerente de um crescente e complexo sistema social. A questão que deve agora ser feita é, dadas as conseqüências negativas – amplas e profundas; do passado, do presente e do futuro – como foi que viemos a seguir tal estratégia? Os humanos evoluíram como expansionistas?”
“Na comunidade da vida, uma grande variedade de estratégias de sobrevivência pode ser encontrada. Com respeito à ecologia das populações, a teoria da seleção r-K sugere que a evolução pode selecionar diferentes características populacionais em diferentes circunstâncias. A teoria tem esse nome por causa das duas constantes da equação logística do crescimento: “K” é a capacidade de carga, enquanto “r” representa a taxa de crescimento populacional. Através da seleção natural, os dois arquétipos de espécies que resultam são os estrategistas-r e os estrategistas-K. Um estrategista-r maximiza o crescimento populacional, produzindo vasto número de descendentes de uma vez ou em curtos intervalos. Insetos, ratos e certas plantas seguem esta estratégia, garantindo grandes números, em face de uma baixa sobrevivência, permite uma próxima geração para manter a espécie. Em contraste, estrategistas-K são espécies para as quais atingir um tamanho estável e equilibrado representa uma estratégia bem sucedida. Mamíferos grandes geralmente se encaixam nessa categoria, investindo mais recursos para conseguirem poucos descendentes, mas de ‘alta qualidade’, em longos intervalos, esperando que a maioria sobreviva.”
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